
Uma Festival Geração Ciência que celebra os 30 anos
da criação da Ciência Viva - Agência Nacional
para a Cultura Científica e Tecnológica
A ciência não vive apenas dentro dos laboratórios.
Vive nas perguntas de uma criança.
Na dúvida de um agricultor.
No trabalho de um investigador.
Na memória de uma comunidade.
Num rio que muda.
Num solo que perde vida.
Numa espécie que desaparece.
Numa tecnologia que ainda ninguém sabe exatamente como irá transformar o mundo.
Vive também nos lugares que estão longe dos grandes centros científicos.
E vive, muitas vezes, nas fronteiras: entre disciplinas, entre conhecimentos, entre certezas e dúvidas.
É nesta fronteira que se afirma o Festival de Ciência à Margem.
À margem porque acontece junto às margens do Douro e do Águeda.
À margem porque Barca d’Alva é território de fronteira.
À margem para unir a ciência e os conhecimentos que normalmente permanecem separados.
E à margem para reclamar o espaço das perguntas difíceis, das ideias emergentes e das conversas que nos fazem parar e pensar.
Não queremos confundir ciência com opinião nem polémica com conhecimento. Pelo contrário.
Queremos colocar perguntas difíceis perante a melhor evidência disponível.
Queremos saber o que sabemos.
Queremos saber o que não sabemos.
E queremos discutir o que ainda estamos a tentar descobrir.
Durante dois dias, o laboratório abre-se à aldeia.
A aldeia abre-se ao rio.
A ciência encontra a cultura.
Os investigadores encontram os estudantes.
O conhecimento científico encontra os saberes locais.
A tecnologia encontra a paisagem.
A memória encontra o futuro.
E o público deixa de ser apenas público.
Passa a observar.
A medir.
A construir.
A interrogar.
A investigar.
A participar.
A comunicar.
Porque uma grande investigação começa muitas vezes com uma grande questão.
Por isso, nos dias 26 e 27 de setembro venha até Barca d’Alva.
Não prometemos respostas. Prometemos boas perguntas.



